sábado, 6 de fevereiro de 2016

Vazio. Completo.

Não confio mais no afeto,
fingido,
humano.
Tampouco me impregno com a vontade de algum fazer coletivo.
Acredito.
Nas raízes das sementes,
que brotam nos jardins.
Vida.
Efémera.
Muito mais necessária para os organismos.
cíclico.
Minúsculos.
Enraizados.
Livres de ódio.
Livres do meu ódio.
Insignificante.
Ódio.

XLT_14

quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Com um estilete afiado,
transpassou a candura e destruiu a beleza.


Bad_Creatures_by_S_Caruso

segunda-feira, 1 de junho de 2015

Diáfano

Estupido e arrogante eu.
Conciso.
Efémero.
Inerte.
Obediente.
Levo um tapa na cara todos os dias.
Cotidianamente.
Viro o outro lado da cara. Apenas.
Ideologias.
Igrejas.
Famílias.
Coisas estupidas que abarrotam minha dispensa.
Penso eu,
ser  útil a toda essa futilidade.
Me afogo em noticias que aprisionam minha mente e a minha liberdade.
Liberdade?
Apago.
Desligo.
E me sinto mais arrogante com o meu ego.
Estourado.

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sábado, 7 de fevereiro de 2015

Vizinhos...

Estúpidos patriarcados e matriarcados!
Chefes,
patrões,
esposas,
filhos...
Estúpidos calados e obedientes,
que somente escutam em silêncio o seu senhor.
Odeio dominados!
E sei que existem dominadores.
Vírus, é o que somos!
Corruptos e mentirosos.
Todos nós.
Todos vocês.
Cortadores de sonhos... aparadores da rebeldia.
Eu também grito!
E gosto dos berros e devaneios que saem de minha garganta.
Maldita garganta!
Do outro lado das paredes eu não vejo você,
mas sua existência eu também ignoro.
Maldita garganta!
De berros e uivos...
Do outro lado das grades eu não enxergo você...


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Morte a cada orgasmo meu

Em cada um deles,
morro.
Sentindo.
Há morte a cada orgasmo meu.
Do líquido,
fluído,
que de mim é expelido.
Sujo.
Sujo.
Sujo.
Sem procriar.
Sentindo o próprio corpo.
Inacabado.
Alterável.
Mutável.
Morto a cada gozar.

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Febre

Meus sonhos são roubados todos os dias.
E a única coisa que faço é apenas me sentir doente.


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quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Mofados...

Encontrei em meio umas pilhas de papeis guardados e envelhecidos.
Traças.
Me lembrei que adoram livros e roupas.
E destroem tudo.
Sutil.
Cancerígeno.
Impregnei-me do alimento cotidiano que escraviza e adoece meu corpo.
E não quero ser igual a todos como uma grande massa civilizada,
Hipócrita.
Cansei de comer a merda alheia.
Não quero esperar as fezes saírem do cu de ninguém,
e eu com um prato na mão.
Liberdade mentirosa.
Assim como o conceito de amor na humanidade dotada de normalidade.
Que devaneio louco!
Em cima de uma pilha de papeis envelhecidos, mofados e comidos por traças.

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