segunda-feira, 22 de julho de 2013

Onde está minha mente( ou, o que há com minha mente).

Seria interessante me jogar em uma cama cheia de cacos de vidros,
sentir o que ninguém jamais sentiu,
e partir em um dia frio e sem sentimentos complexos.

Mas, o que há com minha mente agora?

Andar e andar até os pés sangrarem,
e não encontrar nenhuma fonte de água da vida.

Mas o que há com minha mente agora?


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domingo, 23 de junho de 2013

Inter-invenção

Desordenadamente meus impulsos pulverizam minha ordem e toda minha autoridade.
Com sabor de cores e acompanhado por um drink azul cobalto,
me esparramo em lençóis quentes de um quarto quente de paredes fumegantes.
Sussurros são soprados em meus sentidos e um arrepio,
daqueles que começam pelos pelos das pernas e estacionam na nuca,
buscava o meu selvagem e primitivo eu.
O segui.
Molotovs de fúria e prazer alcançavam meu coração rebelde.
E foi assim que senti,
o frio da noite, as gotas da chuva e todos os meus sonhos e alucinações.

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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Idade mental da morte das ideias.

Me disseram que a revolução tem uma idade certa para acontecer.
E que passando dessa idade não se pode mais fazer a revolução. Por que já se é velho e a revolução só é para os jovens.
Então, eu me pergunto:
O que é ser velho?
O que é ser jovem?
E qual será a idade ideal para alguém ser livre?

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sexta-feira, 7 de junho de 2013

Sobre certas coisas...

Suponhamos que tudo fosse mais fácil, mais tranquilo.
Que apenas alguém nascesse,
e que o rosa ou o azul, não fossem apenas escolhidos como uma definição violenta das regras de uma vivência muitas vezes torturante.
Poderíamos supor que o choro no nascimento, não fosse perpetuo e tão amargo durante toda a vida.
Supomos inúmeras coisas que, somente escravizam e humilham os corpos e os seres.
Definimos padrões de beleza,
regras de conduta,
fobias,
medos,
meninos e meninas...
Identificamos possíveis agressores pelos órgãos que carregam entre as pernas e possíveis agredidos pelo tamanho das roupas que usam e os órgãos que carregam entre as pernas.
Doce e sutil capitalismo...
que mascara até a própria ideia de liberdade e a embala á vácuo e a vende nas prateleiras dos Walmarts da vida.
Suponhamos então que somos livres?
Se até mesmo o capitalismo oferece a melhor forma de liberdade?
Gay.
Hétero.
Bi.
Monogâmico.
Metro...
Realmente somos livres?
Ou só escolhemos o melhor pacote de viagem?


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